sábado, 30 de abril de 2011

Bolsos vazios e corações intranqüilos – 2.

“Não existe coração tranquilo com bolsos vazios...” disse meu amigo…

Conheço pessoas que independente de sua real situação sempre se dizem apertadas, de bolsos vazios… O que ‘bolsos vazios’ significa de fato?

Totalmente vazios?

Vazios sempre?

Vazios às vezes?

Vazios no meio do mês? Como dizem muitos- “Sempre sobra mês no fim do meu salário”?.

Vazios assim que termina o mês?

Vazios depois de colocadas as sobras na poupança?

Vazios após satisfeitos os planos de aplicações e investimentos e/ou após viagem internacional de longa duração?

Vazios como? Vazios quando?…

Nos primórdios, o que determinaria a quantidade de comida que um humano poderia levar para sua caverna seria, simbolicamente, o tamanho da clava que ele tivesse capacidade de usar; maior a clava maior a caça; só que não existiam geladeiras e não era prudente ou conveniente tentar abater um animal maior do que se poderia comer... Hoje não mais portamos clavas, não mais caçamos, compramos coisas nas lojas; a clava foi substituída pelo ‘contra-cheque’, quanto maior o ‘contra-cheque’ mais se pode levar para as cavernas contemporâneas que, por meandros, podem se estender até às ‘suíças’ do capital - verdadeiras geladeiras de dinheiro.

Esses assuntos já foram abordados em postagens passadas - Concordo com a fala de meu amigo somente quando os corações ficam intranqüilos pela subsistência estar imediatamente ameaçada ou a curto prazo, nos outros casos a intranqüilidade não se justifica, trata-se de instabilidade emocional provocada por conceitos equivocados ou pura e simplesmente ganância.

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