quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Benefícios colaterais.

colateral_1Ontem à noite, para espairecer, me dispus a assistir Colateral, um filme que, pela sinopse, deveria ser ‘meia boca’ apesar do elenco: Tom Cruise interpretando um matador de aluguel (Vincent); Jamie Foxx um condutor de taxi (Max) contratado pelo matador; Jada Pinkett Smith uma promotora (Annie) que constava da lista de ‘vitimas’ do matador.

Interpretações e enredo do filme à parte, que afinal não é tão ruim; existem benefícios colaterais na história que chama nossa atenção para questões pertinentes ao equilíbrio humano:

Pausas no ‘dia a dia’ – Max as conseguia, se apartando mentalmente dos momentos desagradáveis, ao fixar a atenção em uma foto.

Procrastinação – Max adiava, anos a fio, o inicio de um negócio próprio, aguardando o momento ideal que nunca chegava.

Mania de trabalho – Annie trabalhava muito, até altas horas.

Ansiedade, antecipação – Annie, por seu próprio relato, sofria demasiado antes dos julgamentos.

Condescendência – De Max em relação à sua mãe, a seu patrão e ao matador.

Teimosia  - A determinação exagerada de Vincent faz com que, no término do filme, ele persiga Annie e Max e… Não vou contar o final!

Filme terminado… fiquei pensando e brincando com ‘meus botões’; considerando apenas as personalidades dos personagens, que é só o que o filme mostra, quais medicamentos homeopáticos poderiam lhes servir?

Para Annie… Trabalhadora, perfeccionista, sofrendo por antecipação, impecavelmente vestida e penteada…Arsenicum album?

E para Max? Consciencioso, complacente e que posterga seus desejos… Silicia ou Nux vomica? Acho que sua reação final faz jus a Nux.

E quem se apresenta… orgulhoso, obstinado e falando com ares de comando como ‘El matador’  Vincent, qual medicamento necessitaria? Lycopodium é tão  ‘lugar comum’ para protagonistas ‘machões’…

Mas afinal o que importa? Apesar de serem os mais importantes, somente sintomas mentais não é bastante para uma boa escolha de medicamentos, é necessário o concurso de sintomas locais e gerais em uma totalidade sintomática; além do que não estou avaliando pessoas reais, são pessoas imaginadas, portanto os medicamentos presumidos são palpites que jamais serão postos à prova… apenas uma divagação... um efeito colateral da capacidade imaginativa.

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