domingo, 11 de julho de 2010

Direito de morrer em paz.

Anos atrás, ainda na faculdade de medicina, ouvi em um corredor de hospital, não sei proferida por quem, a expressão morte em ataraxia; fui ao dicionário e encontrei ataraxia, palavra que nunca ouvira ou lera, definida como:

  • Ausência de preocupações;
  • Paz e tranquilidade de espirito;
  • Ausência de ansiedade;
  • Serenidade da alma.

    Morrer em ataraxia… Antigo e romântico desejo de morrer em paz!

    Ouvi novamente essa palavra, no curso de homeopatia, muitos anos depois, de um médico professor, que ao discorrer sobre as propriedades de um medicamento homeopático, o classificou como facilitador de uma morte em ataraxia.

    Agora essa palavra volta à minha tela mental, não literalmente, mas como possibilidade; o novo código de ética médica, em parágrafo único do artigo 41 estabelece polidamente:

    “Nos casos de doença incurável e terminal, deve o médico oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis sem empreender ações diagnósticas ou terapêuticas inúteis ou obstinadas, levando sempre em consideração a vontade expressa do paciente ou, na sua impossibilidade, a de seu representante legal.”

    Ações inúteis ou obstinadas…                                   Bons ventos sopram…                                                Garanta-se ao enfermo o direito e a possibilidade de tentar morrer em paz.

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