quarta-feira, 31 de março de 2010

Homeopatia / Distúrbios femininos.

Jornal 3

Em sua edição de 20 de  nov. de 2004 o jornal O Liberal, de Belém do Pará, trouxe a seguinte reportagem:

Homeopatia em doenças tipicamente femininas.

A seguir partes da reportagem  que pode ser conferida na íntegra.

“Cerca de 17 milhões de brasileiros recorrem a esse tipo de tratamento. Em Belém, a maioria é de mulheres na faixa etária entre 25 e 40 anos. Especialmente, para tratar dos incômodos da TPM e menopausa.

Em Belém, os pacientes que mais procuram a homeopatia são mulheres de 25 a 40 anos que pretendem aliviar o incômodo da Tensão Pré-menstrual (TPM) e da menopausa. As vantagens atribuídas ao tratamento homeopático passam pelo preço mais barato dos medicamentos e a ausência de efeitos colaterais.
…A menopausa é também um dos principais fatores que levam as mulheres até o consultório homeopático. Os especialistas em homeopatia dizem que o climatério ou menopausa não pode ser tratado como doença, deve ser encarado como uma fase natural de crescimento da mulher. É nessa fase que a mulher sofre alterações físicas provindas do anabolismo, o nível de estrógeno produzido pelos ovários é diminuído, gerando um “conflito” nas funções dos organismo, o que possibilita, entre outros, ganho de peso. Além de mudanças na estética feminina, a menopausa causa modificações mentais, a mulher passa a ter irritações e stress constantes… Para o tratamento da menopausa, os homeopatas utilizam algumas substâncias que aliviam e curam o mal-estar das pacientes…”

Uma alternativa bastante adequada para uma condição feminina desconfortável/sofrida determinada pela sábia evolução das espécies e portanto natural. Mas sempre me intrigou a dualidade dos ‘discursos’,  a que estão sujeitas as mulheres, à respeito dessas questões; mulheres/meninas crescem ouvindo que menstruar é horrível e mulheres/moças amadurecem ouvindo que parar de menstruar  também é.

Não é incongruente?

domingo, 14 de março de 2010

Homeopatia Direito de Todos.

imagesCA16SWA7 Entre e-mails e comentários de visitantes deste blog nesta semana, os quais agradeço, um particularmente significativo do Dr. Hylton Sarcinelli Luz, colega especialista em Homeopatia, Presidente da Ação Pelo Semelhante, líder da campanha Homeopatia Direito de Todos e coordenador do Portal Ecomedicina; www.ecomedicina.com.br que vale a pena visitar entre outras razões pelo artigo MEDICAMENTO HOMEOPÁTICO NA BERLINDA, ótimo na íntegra mas do qual destaco o seguinte parágrafo:

“A Homeopatia é uma prática de saúde que se sustenta por si mesma, que não é movida, ou fomentada por publicidade, que não recebe investimentos para pesquisa e para desenvolver-se, mas permanece viva há 214 anos, apenas e exclusivamente, porque faz bem a saúde. Não fosse por este aspecto não haveria tantos usuários e apreciadores.”

Um adágio persa:

“Duas coisas indicam fraqueza: Falar quando é preciso calar-se e calar-se quando é preciso falar .”

Grata surpresa conhecer o Portal Ecomedicina e saber dessa iniciativa em prol da Homeopatia e da Saúde; julgo que nós, aqui no nosso meio,  médicos e usuários adeptos da Homeopatia, também precisamos falar mais sobre ela, apresentá-la aos que não a conhecem, esclarecer os que não a compreendem e defendê-la dos que a atacam, assim como fazem Dr. Hylton e seus parceiros, pois ela é suave, discreta, pouco ou nada prepotente e necessita de nossa voz.

domingo, 7 de março de 2010

Medicina/Sacerdócio/Ganância.

Caduceu Marcelo José levantou a interessante e sempre atual questão…

Medicina: Sacerdócio X Ganância…

Achei oportuno, antes de tecer considerações, buscar no dicionário:

Medicina
Ciência de debelar ou atenuar as doenças.
Profissão
Ofício; emprego; ocupação; mister.
Sacerdócio
Conjunto das funções e dignidade do ministro de um culto qualquer. / Carreira eclesiástica.
Fig. O que tem um caráter venerável e quase como sagrado; mister nobre, missão elevada.
Ganância
Avidez de ganho, de lucro.

Pelo que me consta faz-se alusão a duas profissões como sacerdócio, medicina e magistério, e deslizes nesses misteres são pouquíssimo tolerados mas, a bem da verdade, enquanto profissões são como todas as outras, meio de subsistência para quem as pratica; como professores são usualmente mal remunerados vamos deixá-los fora de nossas considerações, mesmo porque a questão levantada diz respeito ao exercício da medicina. 
Atendo-nos a ela; que malgrado condições de trabalho às vezes aviltantes, usualmente garante a sobrevivência do praticante; freqüentemente nos deparamos com situações em que o médico é taxado de ganancioso, isso não difere do encontrado nas outras profissões, talvez mais grave na medicina por lidarmos diretamente com a vida, mas o modo como os indivíduos exercem seus ofícios ultrapassa a questão da formação profissional e desemboca na formação ética.

Ética
Parte da Filosofia que estuda os fundamentos da moral. / Conjunto de regras de conduta.
Quem vive com ética trabalha com ética, a qual pode até ser estudada em faculdades, mas dificilmente será apreendida por estudantes cujo caráter já estará moldado.
Erich Fromm discorrendo sobre caráter do homem fala de escassez e de abundância; segundo ele o individuo que não tem o essencial garantido age sob a influencia da falta e suas ações seriam dirigidas para a conquista desse essencial, já aquele que não tem que se preocupar com o essencial estaria sob a influência da abundância e suas ações seriam direcionadas para o criativo e para o eticamente saudável, e nesse panorama não caberia ganância.
-
Mas onde estaria o divisor de águas entre conceitos/sentimentos de escassez e abundância?
-    Baseado em quê o individuo consideraria alcançado o que lhe é essencial?
-    Qual e onde estaria o impulso/desejo/consciência que o individuo teria que acessar para redirecionar suas ações em busca da realização ética e criativa ?

A mim parece óbvio... E a vocês?
Retornarei a esse assunto no próximo final de semana.

HOMEOPATIA/SUS.

Jornal 3Em 03 de maio de 2008 o jornal O Estado de São Paulo publicou reportagem, assinada por Fabiane Leite, com o título:

Homeopatia ganha espaço no SUS, mas só 110 municípios a adotam.

Abaixo trecho inicial da reportagem:

“Apenas 110 dos mais de 5.000 municípios brasileiros, entre capitais como São Paulo, Rio e Belo Horizonte, utilizam hoje a homeopatia na rede pública, apesar de em 2006 a especialidade médica ter sido acolhida como política de saúde no Brasil. O Ministério da Saúde, no entanto, aponta uma demanda crescente pela terapêutica desde o início da década, com aumento de mais de 20%, acima do crescimento da população, de acordo com os dados da pasta.
No último ano, a especialidade respondeu por mais de 300 mil consultas do Sistema Único de Saúde (SUS), o que corresponde a 10% das consultas de atenção básica do período.” 

Noticia melhor é que Uberlândia se encontra entre os 110 municípios referidos; só não é melhor porque a demanda supera a capacidade de atendimento,  pois somos apenas três médicos, locados no PS do bairro Patrimônio, tratando com Homeopatia; a Dra. Alda Valéria Tofolli é pediatra, a Dra. Leila Tostes é clinica geral e eu atendo pacientes que apresentam distúrbios emocionais e de conduta. É necessário encaminhamento de profissional da área de saúde para agendamento de consultas, o qual pode ser feito por telefone, através das unidades de saúde quando quem encaminha pertence à rede municipal; quando encaminhado por profissionais alheios à rede municipal o interessado deverá se dirigir  ao P.S. Patrimônio.

CONDIÇÃO HUMANA / Hábitos.

image Se na semente a árvore, no ovo o animal…

A semente encerra tudo que a árvore poderá vir a ser, assim é o homem enquanto ser vivo, no ovo nosso patrimônio genético que determina tudo que poderemos vir a ser, nossas potencialidades e nossas fragilidades, e então…

Quando nascemos entra em jogo o circunstancial, o meio em que nascemos e no qual começaremos a viver; e começa a nos ser mostrado o caminho a seguir, o melhor caminho na visão das pessoas de Poder em nossas vidas; Pais, Padrinhos, Parentes, Pajens, Professores, Padres, Pastores e muitos outros vida afora…

Sei que isso é imprescindível para a formação do homem e para que a anarquia não se estabeleça; apenas especulo a respeito; mas no afã de acertar e nos sentirmos incluídos/aceitos vamos incorporando hábitos e costumes; muitos deles gratificantes, outros nem tanto e também alguns que nos trazem grande desconforto e, por mais que queiramos, não conseguimos nos livrar desses últimos e seguimos pela vida os repetindo sem saber por quê.

William Sadler, psiquiatra americano, defende a idéia de que: "Nossos hábitos estabelecidos, fazem caminhos literais través de nosso sistema nervoso e a repetição dos mesmos pensamentos ou ações, forma sulcos mais e mais profundos, justamente como andar sempre no mesmo lugar em um gramado, fará um sulco nele". Isso explicaria a dificuldade nas mudanças pretendidas, pois cada lembrança e cada repetição do hábito indesejado o reforçariam.

Por sua vez Moshe Feldenkrais, cientista polonês que desenvolveu o método Consciência Pelo Movimento, afirma:

“Há um intervalo de tempo entre o que é engendrado no sistema Supralímbico e sua execução pelo corpo. Este atraso entre o processo de pensamento e sua tradução em ação é grande o bastante para inibi-la. A possibilidade de criar a imagem de uma ação e, então retardar sua execução – adiando-a ou evitando-a completamente – é a base do julgamento intelectual e da imaginação... A possibilidade da pausa entre a criação do padrão de pensamento para qualquer ação particular e execução da ação, é a base material para a consciência. Esta pausa torna possível examinar o que está acontecendo dentro de nós, no momento em que a intenção de agir se forma, bem como quando a ação é executada. A possibilidade de afastar a ação – prolongando o período entre a intenção e a execução – possibilita ao Homem o aprender a se conhecer. E há muito que aprender, porque os sistemas que executam nossos impulsos internos agem automaticamente, como o fazem nos animais superiores.”

Portanto deveríamos, com disciplina e persistência, aproveitando esse intervalo entre impulso e ação, substituir o hábito indesejado por outro mais saudável e não simplesmente pretender deixar de executá-lo; teríamos que criar um novo caminho que iríamos percorrer em lugar do antigo e, com a repetição, esse novo caminho iria se estabelecendo cada vez mais, ao contrario do antigo que, por não ser percorrido, iria se esvaecendo, exatamente como acontece com os sulcos na grama. A homeopatia, algumas abordagens psicoterapêuticas e também algumas terapias corporais podem auxiliar nesse processo.

Então...Já no ovo a fragilidade,  a possibilidade da carência e do aprendizado compulsório, do quase adestramento, mas também a potencialidade; a possibilidade de construção de caminhos próprios, mais equilibrados e mais adequados, que possibilitem uma vida realmente boa e profícua.