domingo, 28 de fevereiro de 2010

Assim Caminha a Humanidade.

Hoje no UOL… (http://tecnologia.uol.com.br/album/gadgets2010_album.jhtm?abrefoto=13 ).

Noticia, do lançamento de celulares, expõe a dicotomia que acompanha a espécie humana e me lembrou o título de um filme antigo.

Qualquer escolha mostra as tendências daquele que escolhe e, se o smartphone N97 mini, da Nokia, abala minha fé no senso do homem,  o Aspen, da Sony Ericsson, a reforça; e…Assim Caminha a Humanidade.(http://www.webcine.com.br/filmessc/giant.htm).

domingo, 21 de fevereiro de 2010

HOMEOPATIA/Consultas.

imagesCA16SWA7 Com freqüência perguntam porque as consultas homeopáticas são tão demoradas… A resposta, se detalhada, necessitaria de tempo quase igual ao de uma consulta; vou  resumir me valendo de Eizayaga e seu Tratado de Medicina Homeopática, capítulo XXIV, La Historia Clinica Homeopática:

O estudo de qualquer paciente  deverá começar pelo que o médico vê nele, desde o primeiro momento; por sua aparência, aspecto, modo de agir, de mover-se ou de estar, de falar, gesticular, etc. Em seguida pelo que o enfermo conta de si e de seus padecimentos, depois pelo que o médico pergunta e, por ultimo, pelos exames clinico e laboratoriais. Estas quatro etapas nos levam ao diagnóstico clinico.(Diagnóstico da doença).

Além deste diagnóstico, obrigatório independentemente da terapêutica empregada pelo médico, outros são necessários para o entendimento homeopático do paciente:

  • Diagnóstico Constitucional Genotípico.

"Se refere à maneira de ser da pessoa, relacionada com os traços normais do individuo, sejam físicos, gerais, locais ou funcionais.” Alto, baixo, magro, gordo, friorento, calorento, pouco ou muito sono, etc. Se refere também aos temperamentos, alegre, irritável, melancólico, etc.

  • Diagnóstico Constitucional  Psicossomático.

É o que surge da historia biográfica do sujeito, da narrativa não só dos padecimentos patológicos, mas também dos antecedentes hereditários, da infância, das enfermidades ao longo da vida, das cirurgias, das vacinações, dos traumatismos, mas especialmente, dos acontecimentos cruciais da existência, aqueles que significaram para o individuo um sofrimento grave, uma pena profunda, um trauma emocional, um estado de tensão espiritual, uma preocupação inevitável, uma responsabilidade impossível de evitar.”

  • Diagnóstico de Terreno.

Se refere à diátese predominante em atividade no paciente.” São as suas hipersensibilidades, susceptibilidades e idiossincrasias p. ex. :Todos nós somos sensíveis ao frio, muitos sentem mais frio que os outros (hipersensibilidade), alguns adoecem pelo frio (susceptibilidade)  e um ou outro apresenta prurido abdominal quando sentindo frio (idiossincrasia*).

* Reação individual e específica daquele que apresentou a reação, outros não reagiriam ou o fariam de  modo diferente.

  • Diagnóstico do medicamento ‘semelhante’.

Surge da comparação do perfil do paciente, resultado dos diagnósticos acima referidos, com os perfis dos medicamentos descritos nas matérias médicas homeopáticas, resultantes das compilações de sintomas observados nas experimentações medicamentosas em indivíduos sãos.

Eis portanto, cinco ótimas razões para o tempo das consultas homeopáticas, pois é através desse caminho que o médico homeopata se aproxima o mais possível do núcleo de sofrimento de seu paciente, podendo assim ajudá-lo no reequilíbrio de sua energia vital.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

HOMEOPATIA/Depressão.

imagesCA16SWA7Um Estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Psicobiologia da UFSP testou a eficácia e a tolerabilidade dos medicamentos homeopáticos, no tratamento de casos agudos de depressão, em comparação com o uso do antidepressivo fluoxetina.

Noventa e um pacientes ambulatoriais com depressão, de moderada a grave, foram tratados com medicamento homeopático ou com fluoxetina.

Não houve diferença significativa entre os percentuais de resposta ou taxa de remissão em ambos os grupos, como também não houve diferenças significativas entre as taxas de efeitos secundários; embora um percentual maior de pacientes tratados com fluoxetina tenham relatado efeitos colaterais incômodos e houvesse uma tendência maior a interromper o tratamento por efeitos adversos.

(Para ler o original: http://www.audesapere.com.br/12htm)

Esse resultado corrobora o que empiricamente tenho constatado na clinica diária, na qual aproximadamente 30% dos pacientes apresentam depressão como queixa principal e outros 30% como queixa secundaria à ansiedade.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

EDUCAÇÃO E SAÚDE - 2

livro À respeito da postagem  EDUCAÇÃO E SAÚDE de 8/fevereiro recebi um e-mail, falando dos fatores que explicariam as ‘pérolas atuais’, que findava assim:

Relato de uma Professora de Matemática:
"Semana passada comprei um produto que custou R$15,80.
Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas; A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.

Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de  matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou seja R$80,00. Qual é o  lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( ) R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

Isso me lembrou a teoria evolutiva de Lamarck do uso e desuso; ela pode não ser  aplicável à evolução das espécies, mas aos nossos músculos e cérebros sim: Usou melhora, não usou…

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A Condição Humana.

image Importa ao médico e a todo cuidador,  ter consciência da real condição humana, uma vez que a saúde que buscamos está determinada, na maior  parte, pelas potencialidades e fragilidades do objeto de nosso interesse…O homem.

À respeito dessa condição, exprimiu-se magistralmente Karl Jaspers, psiquiatra alemão,  em seu livro Psicopatologia Geral, que teve a primeira edição publicada em 1913. 

“O homem ocupa uma posição especial. Com ele entrou no mundo algo absolutamente diverso do animal. A questão é saber o que é esse algo. Embora, quanto a seu corpo, possa ser enquadrado dentro das classificações zoológicas, o homem apresenta, mesmo anatomicamente, caracteres somáticos próprios: não apenas o andar ereto e outras características particulares, mas talvez até uma constituição somática especifica que, entre todas as formas de vida, lhe conserva mais possibilidades e é menos especializada do que qualquer outra. Como expressão do ser humano, o corpo o distingue com certeza de todos os animais. Psiquicamente o homem é um salto completo. Os animais nem choram nem riem. A inteligência dos macacos não é espírito. Não é pensamento verdadeiro, mas apenas aquela atenção astuta que, no homem, é condição prévia do pensamento, nunca o próprio pensamento. De há muito, se consideram traços essenciais do homem a liberdade, a reflexão, e espírito. O animal tem seu destino natural, que se cumpre automaticamente pelas leis da natureza. O homem, além disso, possui um destino cujo cumprimento é entregue a ele mesmo. Mas o homem nunca é um ser puramente espiritual. Até às mínimas ramificações de seu espírito, é determinado pelas necessidades da natureza. Como seres puramente espirituais, épocas passadas imaginaram e construíram a existência dos anjos, O homem não é nem anjo nem animal. Situando-se entre ambos, possui as determinações de ambos sem, no entanto, poder ser nenhum dos dois.

Uma outra questão é saber como essa posição especial do homem determina também a sua enfermidade. Nas doenças somáticas é tão semelhante ao animal que investigações em animais ajudam sempre a compreender sua vitalidade somática, embora nada possa ser transferido sem mais, de maneira absolutamente idêntica. O conceito de enfermidade mental, porém, recebe no homem uma dimensão inteiramente nova. O não ser acabado, o ser aberto e livre, a possibilidade ilimitada constitui para o homem fundamento de doença. Em comparação com os animais, é para ele vitalmente impossível uma perfeição originária. O homem deve conquistá-la como forma de sua vida. Não é um mero resultado. É para si mesmo uma tarefa. No que é um simples bom resultado, está mais próximo do animal”.

É o homem, portanto, diferente de tudo que já se moveu ou se move sobre a terra e, se  organicamente está preso a um patrimonio genético, psiquicamente é sempre um ‘vir a ser’, gozando sempre da possibilidade de se transformar, não podendo nunca se dar por terminado.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

EDUCAÇÃO E SAÚDE.

livro Sei que a saúde de uma pessoa depende do ‘sucesso’ que ela julga necessitar e sei que este ‘sucesso’ depende, em grande parte, da educação que ela possui, então acho que educação também promove saúde.

Me enviaram o e-mail “Pérolas do Enem" e transcrevo algumas com os comentários dos professores… 

“Não preserve apenas o meio ambiente e sim todo ele."
(Faz sentido)

"Vamos deixar de sermos egoístas e pensarmos um pouco mais em nós mesmos."
(Que pérola!)

"Eu concordo em gênero e número igual."
(Eu discordo!)

"...menos desmatamentos, mais florestas arborizadas."
(Concordo! de florestas não arborizadas, basta o Saara!)

“A insônia consiste em dormir ao contrário.”                                    (Perfeito. Morrer deve ser viver ao contrário...)

Risos à parte, tentei lembrar se, quando eu tinha a idade dessa garotada, também existiam dessas pérolas… Claro que existiam mas, pelo que me lembro, nada nesta proporção, existiam perolazinhas…

Numa análise simplista, já que não sou expert, percebo a inteligência da garotada de hoje normal como a da garotada daquela época e, se o ensino, principalmente o público, piorou como parece, o acesso à informação em contrapartida melhorou e os jovens de hoje sabem muito mais coisas que os de antes … Então que outros fatores poderiam estar contribuindo para tal resultado?

Julgo que a inversão de valores que presenciamos atualmente, com pouca ou nenhuma cobrança por parte dos pais,  das responsabilidades do aluno, seja um deles…

A charge ilustra muito bem…

Escola ontem e hoje

E você? Qual sua idéia a respeito?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Gancho com o poema de ontem.


Eu, por minha vez, preciso usar parte de meu tempo para reequilibrar  um sistema imunológico bombardeado pela indignação que sinto ao presenciar aqueles que…
Diariamente, mangueiras jorrando, lavam calçadas em displicente descuido…
Conduzem pelo meio das ruas e param em fila dupla seus carros desnecessariamente grandes…
Furam fila com a certeza de que todos os outros que nela estão são cegos ou mudos…
Estacionam em vagas para deficientes e saltam lépidos em ligeiros passos…
Atiram fora bagulhos diversos como se calçadas e ruas possuíssem função autolimpante…
Não cabe aqui a lista de condutas de “donos do mundo”  que me fazem lembrar algo que recebi via internet  que diz mais ou menos isto:
“ Precisamos pensar em que mundo  deixaremos para nossos filhos mas também em que filhos deixaremos para nosso mundo.”

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

INVEJÁVEL TALENTO.

Um amigo que, como eu, adora jabuticabas e que já as degustou mais que eu, encaminhou-me este poema de Rubem Alves…  Invejável talento…

O tempo e as jabuticabas

'Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver
daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela
menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela
chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. 
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir
quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos
para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem
para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir
estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.  
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões
de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'. 
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo
majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas
não debatem conteúdos, apenas os rótulos'. 
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a
essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente
humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não
foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados,
e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.'
O essencial faz a vida valer a pena.

Rubem Alves

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

RISO E SAÚDE.

RisoSempre ouvi dizer que Rir é o melhor    remédio, e cada vez mais me convenço de que é tão bom ou melhor que Homeopatia.

A respeito do riso vale a pena conferir:

Marshall Brain.  "HowStuffWorks - Como funciona o riso".  Publicado em 01 de abril de 2000  (atualizado em 18 de julho de 2008) http://saude.hsw.uol.com.br/riso7.htm  (30 de janeiro de 2010).